O MELHOR DA ARTE EM SÃO PAULO CITY !!!…Emma Thomas inaugura “Corpos D’água”, individual de Erica Ferrari

Mostra aborda o caótico processo de urbanização da cidade de São Paulo

São Paulo, junho de 2013 – No dia 25 de julho, a Emma Thomas inaugura “Corpos D’água”, exposição individual de Erica Ferrari, na qual a artista exibe uma grande instalação, três objetos de parede e um conjunto de fotografias. A mostra fica em cartaz até 22 de agosto.

A instalação produzida para a exposição é formada por três painéis de grandes dimensões, fixados lado a lado na parede de fundo da sala principal da galeria, com objetos dispostos em ambos os lados. Nos dois suportes, que se complementam na obra, Erica desenvolve traços das raízes de seu trabalho artístico, ao mesmo tempo em que explora novas linguagens.

Os painéis, por exemplo, são produzidos em fórmica colorida, recortada e colada, técnica com a qual Erica Ferrari produz há tempos. Ao invés de um fundo rígido, contudo, dessa vez a artista opta por um tecido maleável. Já os objetos, fragmentos arquitetônicos, são dispostos de cabeça para baixo. Em trabalhos anteriores, a artista já havia utilizado distorções de eixo, mas é a primeira vez que aplica esse olhar em tridimensionais.

Para essa instalação, Erica Ferrari utiliza como referência para os painéis o mapa hidrográfico de São Paulo, concentrando-se na região onde a galeria está localizada – nas imediações dos bairros Jardim América e Pinheiros. Os objetos, por sua vez, são baseados na arquitetura de edificações existentes nesses bairros. Esses recortes de construções, colocados de ponta-cabeça, são vazados e preenchidos por água.

Com essa obra, a artista realiza uma experiência estética do processo agressivo de urbanização pelo qual a cidade de São Paulo passou no século passado. Através da água, utilizada tanto como elemento gráfico quanto como material de produção, Erica faz referência aos rios da cidade, que tiveram seus cursos desviados e retificados para dar lugar ao avanço da metrópole, hoje impermeabilizada por concreto e asfalto, o que gera consequências no cotidiano de seus habitantes, seja em questões práticas ou mesmo na paisagem local. “É uma tentativa de abarcar, a partir de pesquisa e síntese, o que envolve viver ininterruptamente na metrópole e o que poderia ser uma abordagem estética correlata. O grau de intervenção que os cursos de água da cidade sofreram é extraordinário e dizem muito a respeito da nossa mentalidade histórica”, conta a artista.

“Corpos D’água” apresenta ainda, no corredor da galeria, um conjunto de fotografias, sendo uma delas um registro da instalação numa rua da região escolhida como tema pela artista. Com isso, Erica Ferrari promove um diálogo com o real, apontando para as origens de sua obra. Ao lado dessa fotografia é fixada uma gravura, com um desenho que se relaciona com ela. Em outras fotografias, a artista exibe referências, que vão da arquitetura da cidade ao cinema. No espaço expositivo ao fundo da Emma Thomas, Erica mostra três objetos de parede – obras que fazem parte da série “Não há imagens para o infinito”.

Erica Ferrari

Nascida em São Paulo, em 1981, formou-se em Artes Plásticas pela USP em 2008. Desde 2005, participa de exposições com o grupo Hóspede e individualmente. Participou do 61º Salão de Abril em Fortaleza, do 68º Salão de Santo André, onde ganhou o Prêmio Aquisição, e foi residente do projeto Ateliê Aberto do Espaço Casa Tomada, em 2010. Em 2011, participou do 36º Salão de Arte de Ribeirão Preto, onde também foi congratulada com o Prêmio Aquisição. Recebeu patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo através do Programa de Ação Cultural com o projeto “Panorama Imaginista”. Expôs individualmente na Galeria Emma Thomas, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e participou da coletiva “Nova Escultura Brasileira”, na Caixa Cult ural do Rio de Janeiro. No primeiro semestre de 2012, produziu instalação inédita para o Prêmio Cultura Inglesa Festival e exposição individual para o Museu de Arte de Ribeirão Preto. Participou de residência artística no Sculpture Space, em Utica, Nova York, entre setembro e outubro de 2012, e no início de 2013 no Ateliê Rampa, em Madri. Expôs individualmente na 32°ARCO, em Madri, representada em “Solo Projects” pela Galeria Emma Thomas.

Sobre a galeria Emma Thomas 

A galeria Emma Thomas, das sócias Flaviana Bernardo e Juliana Freire, foi inaugurada em 2006 com o intuito de democratizar a arte contemporânea, modificando e adaptando as práticas do mercado a fim de aproximar a produção artística do público em geral. A galeria representa cerca de 14 artistas da nova geração e em maio de 2012, ganhou o Prêmio de Melhor Galeria Jovem em Buenos Aires. Além das mostras, projetos e feiras nacionais e internacionais, o novo programa da Emma Thomas promove o livre intercâmbio do conhecimento e do questionamento cultural. Desde outubro de 2012, a galeria está em novo endereço no bairro dos Jardins e passa a contar com a empresária Mônica Martins como nova sócia.

 

“Corpos D’água”, por Erica Ferrari @ Galeria Emma Thomas
Abertura: 25 de julho, quinta-feira, às 18h
Período expositivo: 26 de julho a 22 de agosto
Rua Estados Unidos, 2205, Jardins – São Paulo
contato@emmathomas.com.br
http://www.emmathomas.com.br
Segunda a sexta das 11h às 19h, sábados das 11h às 17h
Entrada gratuita/ Livre

 

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divulgação

~ por EVANDRO NICHETTI em julho 23, 2013.

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